sexta-feira, 27 de abril de 2012

Explode Explode Explode

TU! Espaço entre meus olhos.

Explode com vigor 
apaga as velinhas
fez-se cena
e o barulho chegou às estrelas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

inventário

você tem sangue nos olhos
sujeira nas botas
roeiras nas unhas
amor às ladinas
pudor de Padre
praga nas palavras
história nos miúdos
ouro nos miolós
frangos nos amigos
cartas de amores
odes à poetas
livros de magia
agulhas de mentira
dores sem fim

você tem olhos
mas nao tem visao
tem fala mas nao assunto
maos mas nao motivo
tem queixas
mas sem inspiracao.
Suas tintas perderam os tons
e seus cabelos as raízes

de fato
mesmo as plantas
do seu quintal jardim vaso de sacada
abandonaram suas folhas
e dos galhos
fez inventário
das suas fotos de aniversário.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

o que é o que é

O que é o que é

um coração pulsante

se não

uma bomba relógio?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012



De manhã de tarde e de noite
o Francisco me previnia:
"Amanhã vai ser outro dia"

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sururu na Av. Rio Branco

Cairam os frascos vazios de leite por descuido de Manoel. Do outro lado da avenida a dona do boteco já se prontificou a atender ao barulho e assustado pela cena em sua frente o Engravatado apressa o passo, inconformado Manoel gritou ao Engravatado - Tens pressa em fugir a luta? Não fiz desfeita alguma, retrucou travado. Pois derrubastes meus frascos conta Manoel. Sabes quem acusas? Nem ligo, me pagas ou te arrombo! Um passo a frente, Manoel rubro - Engravatado pálido e pensa a botequeira "Sururu na rua o cliente ama" - Pega ele seu Manoel! Um observante clama - Não te pago bolhufas insiste o Engravatado lhe da murro no peito o trabalhador enraivecido no chão caiu o Engravatado, sangue lhe foge da cabeça se adianta o segurança atrasado com seu braço-canhão ao Manoel desafia, malandro que é o português se desvia sorrateiro o campanheiro do Manoel ataca ele e o segurança no braço duelam e do outro lado da rua a aposta rola solta: o cliente Marcos arrisca as cuecas, outros com a Dona no jogo está o fiado. Mas não contam com a Patrulha que a galope interrompe a cena: "Apartem sua briga ou a briga é comigo" Engravatado mostra distintivo, é Delegado e já chora o Manoel arrependido em cana vão os leiteiros bandidos no mais, é demitido o segurança que ao buteco se lança e é aplaudido pela torcida: Contam que na Rio Branco brigão de rua é herói incompreendido.

domingo, 4 de dezembro de 2011

palavreado

Quem botou na minha lingua
a mania de chamar velho
o pouco andado

referir-me a sua cara
na própria ausência da mesma

Mano com quem não me há irmandade
seja do nosso sangue
seja de minha alma.






sábado, 26 de novembro de 2011

taurina

desfoque em foco, se perde a linha
e vai o escuro fica o claro
se vai junto a sombra
do corpo da alma da aura

sono? muita perserverança.
por que? de nada sei

mas Taurina faz refem da lucidez

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

sem palavras

que sirvam o proposito de fazer sentido.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Plano dos Sentidos

Aqui: Ilumina meu joelho esquerdo.
Ilumina minha ante-perna direita.
Ilumina meu
rosto
- que queria tanto ver -
Ilumina duas mãos em trabalho.




Ao meu lado: Um pequeno retângulo que contêm o mundo. Ali, silêncio.



No exterior próximo: Grilos e outros insetos sonoros, um homem caminhado, uma televisão sintonizada nas notícias



Mais além: Carros e ônibus, pequenas vaias de torcida, sons distorcidos, estalos e rugidos irreconhecíveis



Mais além ainda:
há o vazio / inexistência existe?









segunda-feira, 31 de outubro de 2011

tratam-se de cacos pisados

Peito peito
pesado.
empreita,
disparo.

Corre corre corre!

Amargo.
de leve
um pecado.

rola desperto enrola

um alívio
que prensado:
sossego.

Peito peito
no átrio
desapego
mas fundo


mesmo mesmo mesmo


creio.


Pondero e pondero:
se desejo,
vive
encoberto.

volto e volto

pesado
o caminho
incerto.

mãos pelos pés.
cambalhotas ao avesso.
travesseiros de latão.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

latido virado para a lua

vira-lata
adj. 2 g. s. 2 g.

1. Que ou animal doméstico que não tem raça definida.
2. [Informal] Que ou pessoa que se considera não ser refinada ou ter classe.

Plural: vira-latas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

SONHOS UTÓPICOS NÃO FORAM FEITOS PARA MORRER

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O vento leva o tempo para longe quando arrebento em ode ao rebugento do São Bento que caminhou por vias curvas tomadas pelo relento que nos cerca e envolve e causa alegria quando se ascende um cigarro numa noite fria.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

OJOR

Janela virada para fora
espiando as figuras internas
com uma certa curiosidade, e
ela pensava:
- Quem são esses que invadem
sem pedir licença a morada
a qual fui confiada?

A loira tocava violão e cantava
o som dos magrelos europeus.
A morena sacudia pincéis e pastas
dos mais variados tons.
A cabeluda dançava e engolia
a cena com sua enorme esponja
capilar.

Despertou:
Um minuto para as seis da matina
sob luz vermelha,
cegante e vigilante.

sábado, 24 de setembro de 2011

e quantas caras formam uma careta?
e de faces uma faceta
e de lados uma lateral
e pontos uma pinta
e palavrinhas um palavrão

?
pupílas dilatadas escondem
por trás da cortina transparente de nanquim
uma curiosidade pessoal:
quantas cores assume a sua face?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

lágrimas

com sal secam a pele

com água amolecem o
corazon

tudo
tem
sua
razão.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

temporal

meu nome é chuva

assim que posso
eu venho e dou uma volta por aí
para pegar um pouco de sol

só para alegrar meu dia