domingo, 20 de junho de 2010

Nudismo

É independente de lã, linho, algodão. O nudismo à que me refiro vai além dos trajes cotidianos, veranescos, invernenses, primaverescos, outonenses. A sensação de exposição, onde a mentira fica limitada. Tão triste admitir, porém sinto falta das boas histórias que escutava e que contava também. Este nudismo é irmão do Realismo, onde cada um aceita a sua realidade e a conta sem o mínimo entusiasmo. O discurso óbvio decorado (e no fundo do coração repudiado) é a goma de mascar de ontem, como bijuteria barata que se usa dia após dia. Goma velha e batida, sem sabor. E quando me abro me vejo vazio. Não porque me falta conteúdo, mas porque me sinto furtado por todos que sentem o brilho no rosto, os curiosos e os parasitas. As aranhas, ratos e pombas. Os sabias, onças e gatos. Os humanos, os humanos.

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